Entrevista feita com Nuno Elias Jr, para o documentário a historia do rock em sorocaba.8 de outubro de 2010 - Nuno aqui fala de sua antiga banda Zoltar, do rock'n'roll, de sua vida e sobre seus amigos, . foi-se jovem, mas ficará na memória de todos que o conheceram. rock lives 15 /11/1977 - 11/06/2012
Diretor de filmes como 'Império do Desejo' e 'Garotas do ABC' havia completado 67 anos nesta quinta (14)
O cineasta Carlos Reichenbach morreu no final da tarde desta quinta (14), em São Paulo, data em que completava 67 anos.
Diretor de 22 filmes, entre eles “O Império do Desejo” (1981), “Filme Demência” (1985), “Alma Corsária” (1993) e “Garotas do ABC” (2003), Reichenbach integrou diversos movimentos de vanguarda, como o Cinema Marginal e as experiências mais autorais da Boca do Lixo.
Entre os prêmios recebidos em sua carreira destacam-se o Kikito de melhor diretor no Festival de Gramado por "Filme Demência", em 1986, e o Candango de melhor filme no Festival de Brasília por "Alma Corsária", em 1993.
Reichenbach foi tema de uma mostra com seus filmes no Festival de Roterdã, na Holanda, nos anos 1980. Em sua última edição, realizada no início deste ano, o evento holandês exibiu uma cópia restaurada de “Liliam M – Relatório Confidencial”, de 1975, considerado um de seus principais filmes.
Sócio da produtora Dezenove Som e Imagens ao lado de Sara Silveira e Maria Ionescu, o cineasta apresentava desde 2004 a Sessão do Comodoro no CineSesc, que exibia mensalmente filmes raros e inéditos no circuito brasileiro.
Reichenbach sofreu uma parada cardíaca quando estava em sua casa. Ele deixa a mulher, Lygia Reichenbach, três filhos e uma neta.
Veja a filmografia de Carlos Reichenbach
"Esta Rua Tão Augusta" (curta-metragem) (1967) "As Libertinas" (episódio: Alice) (1968) "Audácia" (episódio: A Badaladíssima dos Trópicos X os Picaretas do Sexo) (1970) "Corrida em Busca do Amor" (1972) "O Guru e os Guris" (produtor e diretor de fotografia) (1973) "Lilian M: Relatório Confidencial" (1975) "Sede de Amar" (1977) "A Ilha dos Prazeres Proibidos" (1978) "Amor, Palavra Prostituta" (1980) "Sangue Corsário" (curta-metragem) (1980) "Sonhos de Vida" (curta-metragem) (1980) "O Paraíso Proibido" (1981) "O Império do Desejo" (1981) "As Safadas" (episódio: A Rainha do Fliperama) (1982) "Extremos do Prazer" (1984) "Filme Demência" (1985) "Anjos do Arrabalde" (1986) "City Life" (episódio: Desordem em Progresso) (1990) "Alma Corsária" (1993) "Olhar e Sensação" (curta-metragem) (1994) "Dois Córregos" (1999) "Equilíbrio & Graça" (curta-metragem) (2003) "Garotas do ABC" (2003) "Bens Confiscados" (2005) "Falsa Loura" (2007)
Sentimentos confusos flutuam em suspensão, vagando pelo
espaço aberto entre o céu e todo abismo de meus pensamentos. Serpentes
rasteiras esgueiram entre meus pés com sua peçonha guardada para momentos como
esse. Indizível como a dor é fugaz e massacrante. Um sonho assustador tão ruim
quanto a vida. Pequenas doses de esquecimento são trotadas goela a baixo, as
veias estufam como cães raivosos, as dores matam mais um pouco de mim.
A atroz arte de se manter vivo poderia ser seguida da
emancipação da consciência, do embrutecimento constante e da ignorância para tudo
que nos cerca, talvez um pouco desse doce alento não seja tão ruim, seria feliz
se tivesse a percepção dos tacanhos.
Café, cigarro, fumaça, pulmões negros, latidos ao longe,
frio, impaciência, anestesia passageira, não estou morto, mas estou sem vida, o
pulso falha, a voz morre na garganta, espasmos musculares, não peço clemência
nem redenção, a dor aguda já se tornou tão constante como um fiel amigo. Na
lama acostuma-se com a imundície e torna-se parte dela.
Sinto uma tempestade que embrutece dentro do quarto frio,
nuvens negras escalam meu leito e empesteiam o ar com uma lembrança fugaz de minha
fraqueza, de meu despreparo , de minha covardia. Como uma doença terminal, os
olhos marejam, expiro o ar gélido com um resmungo abafado.
Lembro-me dos dias melhores, da inocência perdida, dos meus
desamparos pueris, de quando tudo era mais fácil; ou menos complicado. Agora
sobrou só a noite, grave, sem lua, no coração de uma tempestade...
Dedicado a William Burroughs - " A linguagem é um vírus"
Dedos fluem no teclado barato, no serpentear dos dedos saem palavras como insetos que tomam formas monstruosas ao abandonarem minha mente suja. Noite quente demais, nas paredes cartazes baratos de filmes antigos descolam, das divisórias escorre um suor pegajoso. O ventilador no teto segue birrento, sem muita força. Sons renitentes atravessam minha janela atrapalhando minha linha de raciocínio, desisto de tilintar nas teclas. Pego meu terno puído e meu chapéu de abas curtas, preciso respirar, sentir o ar fresco dessa noite imunda. Saio porta a fora, tossindo meus pulmões que já não são mais os mesmos. Acendo mais um cigarro, ergo a gola de meu casaco, mesmo com o calor sinto calafrios. Observo a noite, está mais escura que de costume. Os rostos não tem face, vejo insetos e mulheres, propagandas e pastores com suas bocas imundas falando do fim do mundo, mal sabem eles que o inferno é aqui mesmo na imundície de todos os dias. Bêbados chafurdam na lama, nas suas sarjetas de restos humanos sem perspectiva. Perspectiva é algo que o dia pauta de manhã e retira à noite junto com o tic-tac rápido dos relógios de ponto. Pedaços de jornais voam em uma ascendente, levam juntos de si a sordidez das noticias forjadas, da pretensão de opiniões vazias e pautas, agora silenciadas pelo calor da noite e pelo vento brando, paginas sem valor, com prazo mais curto que a vida feliz dos comerciais de margarina. Respiro a fumaça dos escapamentos e regurgito meus pensamentos distorcidos. Sem caminho definido, todos são ruins na mesma proporção, sigo as setas, as luzes e o burburinho constante, meus olhos perderam o brilho morno da infância, só ganharam a sobriedade embaçada da velhice em um corpo ainda jovem. Sinto-me cansado, mas meus pés insistem em caminhar em frente, como se fossem autômatos. Sigo em linha reta. Em meu percurso cruzo com vários andarilhos, como eu mesmo, com pensamentos confusos sobre a ofensa de se estar vivo. Olho os bolsos, tenho apenas o bastante para uma dose de brandy barato, talvez duas. Cada dose desce rápido, um alento cáustico para amortizar minha existência. As ruas me chamam, é uma longa jornada de volta. Pego outro caminho, não quero ver a reprise de meus passos. De volta ao quarto de cartazes desbotados e paredes úmidas, não tenho mais o sons que invadiam meu silêncio, mas, em toda quietude residente, meus pensamentos falham, as teclas silenciaram, o papel desertou de sua lavra. Minhas mãos recolheram suas presas, o único veneno que restou está entranhado em minha própria alma...
Agradeço a todos meus inimigos por suas palavras vis
Agradeço a todas as pessoas que em um clamor me fizeram odiá-las
Agradeço todos os crentes por suas mentiras, e sua hipocrisia.
Agradeço aos idiotas por ter-me feito me sentir menos fútil e imbecil.
Agradeço a Deus pelo jugo social e dogmático da escória que o cerca
Agradeço a todas as bestas por seu urro e persistência em estar vivos, com toda selvageria que os abraçam e o deitam nessa terra miserável .
Agradeço aos farrapos que circulam pela urbe suja, latindo seus infortúnios noite adentro.
Parte 2 – anátema - balanço da natureza
A batalha lá fora urge em um brado doentio.
O sangue regurgita do esgoto, o fumo sobe negro pela garganta da cidade.
Desprezo os que me foram indiferentes e rio dos que se esforçaram para não sê-lo... Em vão...
Em cada contraponto de meus passos sorrio vertiginosamente para o abismo de minha alma.
Contabilizo minhas obras insatisfatórias. Multiplico minhas más ações e perfídias, divido por minha ignorância e somo minha vileza e subtraio minha mesquinhez. Chego ao cálculo de uma vida desperdiçada.
Uma gargalhada escarnada, uma caveira mostra seus dentes forjados com ferro e sangue.
Carcaças, lixo e sujeira, um corpo indolente é o que me resta, ao nada voltarei assim como sempre o fui.
Parte 3 – farsa – o resumo de uma alma combalida
Sinto-me cansado, dormente, a morte traz sua sombra nefasta.
O peso da vida é insustentável, as palavras são precárias e a voz é rouca e cansada.
O cabelo cai na testa, é agora ralo e educado, a pele seca cobre os ossos, que estalam.
Revolto está meu coração, blindado com aço e enxofre.
O aspecto enfermo, como lume doente, extinguindo-se.
Parte 4 – final - a morte cansada
Devoro restos de palavras, digiro textos rudes, engulo blasfêmias, vomito poemas sujos.
Minha herança maldita em palavras imundas,
Corrosão, pequenas gotas ácidas, alma em pedaços, estilhaços imprestáveis.
Galope soturno, um espectro vestido em cetim negro traz um vento gelado.
Um sorriso inocente flui em meu rosto, o tempo é breve a eternidade muito longa.
O precipício se aproxima... Eu vejo a escuridão... E ela devora meus passos.
clipe dirigido pro mim da banda Prestto de Votorantim http://youtu.be/scvPgEzec6o
http://youtu.be/scvPgEzec6o
Clipe dirigido por Cleiner Micceno, Prestto (www.prestto.com.br) Musica Me Puxe ( composição Fábio Carvalho) , Produzido por Mambo Produções e Prestto.
Mutant Cox ou Coxinha como é mais conhecido, é um dos mais prolíficos e criativos músicos da cena Psychobilly Brasileira. Multi-instrumentista talentoso concilia seu tempo nas diversas bandas e projetos que faz parte. é difícil falar de Psychobilly no Brasil sem citar o nome de Coxinha. Com vocês Mutant Cox, o músico mutante direto de Zorch
Participação com o Mad Sin
Cleiner Micceno : Fale de sua trajetória , como você veio a se interessar por musica e quais foram suas primeiras bandas.
Mutant Cox : Minha primeira guitarra foi uma Giannini Sonic que troquei por uma bicicleta quando morava em São Carlos-SP, onde vivi um ano ou dois (por volta de 1990, 91, eu tinha uns 11 anos de idade). Dali voltei pra minha terra natal, Recife-PE, onde tive minha primeira banda com um amigo de lá que tocava bateria (ainda feita de lata). Por volta de 93, voltei pra Curitiba, toquei em algumas bandas de garagem, quando em 95 formamos o AZT, minha primeira banda um pouco mais “séria”, de Punk Rock e Hardcore. Daí pra frente foi só rock’n’roll, nos anos seguintes comecei a me interessar mais por Psychobilly, e derivados, foi quando comecei a tocar no Los Bandidos, pouco depois Ovos Presley, Os Cervejas, Os Catalépticos... depois toquei Rockabilly com o V8, Surf Music com o Maremotos, Country com o Hillbilly Rawhide, e por aí ainda estou indo!
Mas no meu início no rock mesmo, quando moleque ouvia mais bandas de Metal como: Iron Maiden, Metallica, Slayer, Sepultura e MUITO AC/DC e Motörhead (que inclusive foi o meu primeiro vinil, ‘1916’, logo quando saiu!). Depois comecei a curtir PunkRock,Hardcore cada vez mais, e mais (a ponto de ficar radical e não ouvir mais NADA!), e então veio o Psychobilly, que foi o que me abriu a cabeça pra muitas outras coisas, como Rockabilly, Country, Blues, Ska, Surf, Garage... só fui conhecer essas coisas mais a fundo depois do Psychobilly.E com o passar dos anos, até o Metal voltei a ouvir! Hoje escuto o que gosto não importando o estilo.
AZT
C M : Sobre Psychobilly, como você veio a conhecer o estilo e começar a toca-lo, e quais eram as bandas que te influenciaram na época?
M C: O primeiro contato foi quando vi um clip do Guana Batz naquele programa “Clip Trip”, era Rock this Town ao vivo no Klub Foot, se não me engano... Também na mesma época vi o clip d’Os Cervejas na MTV (Anjo da Morte), mas a primeira banda que ouvi (sabendo que era Psychobilly), e vi mesmo ao vivo foi o Ovos Presley. Quando andava com os Punks 77 aqui em Curitiba, o meu amigo Paulo “Norman” Matos, que sempre passava uma sonzeira pra galera, começou a me mostrar algumas bandas como o próprio Ovos, The Cramps, The Meteors, Batmobile, Demented Are Go, Stray Cats, e vários outros sons Psycho, Rockabilly, Surf, foi aí que entrei nesse ‘mundo’ Psycho! Em 96, já estava curtindo o Psychobilly mais do que qualquer outra coisa, comecei a tocar guitarra no Los Bandidos, que foi minha primeira banda de Psychobilly. Éramos muito influenciados por: The Meteors, Demented Are Go, Frantic Flintstones, Batmobile, King Kurt, Skitzo, Guana Batz, Torment, Cramps, Sonics, Trashmen, Monsters, Mad Sin, Kães Vadius, K-Billy’s, S.A.R., Missionários, Krápulas, Cervejas... só um pouco depois que fomos conhecer bandas como Krewmen, Klingonz, Nekromantix, Numbskulls, Mad Mongols, Mental Hospital, Banane Metalik, Meantraitors... que, é claro, também nos influenciaram muito, e ainda me influencia até hoje!
Enfim, pouco tempo após entrar no Los Bandidos, toquei baixo elétrico no Ovos por alguns meses, entrei como baterista d’Os Cervejas, daí começou Os Catalépticos, aonde fui o baterista por quase 10 anos, e aonde me aprofundei mesmo no Psychobilly chegando a tocar nos principais e maiores festivais do estilo no mundo. E por aí foi, nunca mais parei... Psycho Classics, Maremotos, V8, Hillbilly Rawhide, Sick Sick Sinners, Frantic Flintstones, Hellfishes, Three Bop Pills...............
C M :Como era a cena musical curitibana nessa época?
M C : Quando comecei a tocar Psychobilly aqui, não existia muita “cena” Psycho, em termos de público, mas o que sempre teve foram as bandas, desde 86: Os Missionários, depois Os Escroques, Estúpido Estupro, Os Cervejas, Playmobillys, Dráculas Krápulas (que depois virou só Krappulas), Ovos Presley... mas público ‘Psycho’ memu, era mais o pessoal das bandas, os amigos e ‘simpatizantes’ digamos... e então, na época que eu estava começando a me interessar mesmo, começou a rolar os primeiros ‘Psychobilly Fest’, foi aí que começou a se formar uma ‘cena’ um pouco maior. Bandas e público começaram a vir mais e mais de outras cidades, e a cena começou a crescer. Mais ainda quando começou o Psycho Carnival! Mas treta mesmo não tinha muito não, pois o ‘objetivo’ do Psychobilly era justamente a diversão acima de tudo, então rolava só se tinha algum ‘forgado’ que merecesse mesmo. Na época ‘punk’ tinha muito mais treta, eu acho... o pessoal foi meio que ‘crescendo’. Então resumindo, era uma cena bem unida sim, acho que de certa forma até mais do que é hoje, talvez porque era menor.
Os Catalépticos
C M :Sobre Os Catalépticos, como nasceu a ideia da banda e fale um pouco da história d ‘Os cata fora do país e na cena brasileira .
M C: Bom, a banda se formou primeiramente com a idéia do Gustavão (que na época tinha parado de tocar com os Missionários) e do Vlad (que também tava dando um tempo com Os Cervejas), e queriam formar uma nova banda Psycho, com um som diferente, mais agressivo do que suas antigas bandas. Portanto os dois voltando a tocar, seriam de uma certa forma ‘catalépticos’, o que combinava ainda mais com o nome da banda. Nos primeiros ensaios (que eu inclusive presenciei alguns), quem tocava a bateria era o Marcio Tadeu (vocal d’Os Cervejas, banda que na época eu já tocava bateria). E logo nos primeiros meses o Marcio saiu e eu o substituí. E a idéia da banda inicialmente não era nem tocar ao vivo, só talvez gravar alguma coisa pra alguma coletânea de fora, ou algo assim. Mas algo bom, de qualidade, e também o mais rápido e pesado possível! Essa sempre foi a grande meta da banda! E éramos bem determinados... Portanto foi ficando cada vez mais sério, propostas de shows começaram a aparecer, inclusive pra gringa pra tocar no maior festival de Psychobilly da época, o Big Rumble, na Inglaterra,( junto com The Meteors, Guana Batz, The Sharks, Restless, Frenzy...). E foi o que fizemos! Lá já fechamos algumas músicas em coletânea, e o primeiro álbum “Little Bits of Insanity”, tudo com os organizadores do festival, o pessoal da Nervous e Fury Records. Ano seguinte fizemos o mesmo festival de novo (com Batmobile, Caravans, Nekromantix, Klingonz, Godless Wicked Creeps...), dois anos depois fizemos a primeira ‘tour’ mesmo na Europa, em 2000 tocando na Bélgica, Alemanha, Holanda, França e Espanha. Aí já tinha saído o EP “From Beyond The Grave” e um vídeo “Os Catalépticos Live” (em 99 no Japão), e o 2º álbum “Zombification” na Alemanha (e em 2002 também no Brasil).
Em 2003 fizemos outra turnê pela Europa passando pelos mesmos países, e também fizemos os Estados Unidos (Califórnia) 3 vezes (2002, 2004, 2006), sendo na última as duas últimas apresentações da banda, na Knitting Factory em Hollywood, que foram históricas! E acho que a importância que Os Catalépticos teve na cena curitibana, brasileira, e até mundial foi enorme! Principalmente pro Brasil foi fundamental, pois finalmente mostramos pros gringo que aqui também tem Psychobilly, acho que fomos a banda chave a dar o grande ‘empurrão’ que tivemos na cena Psycho Brasileira, o que aconteceu na época, pois a banda não só tocava nos shows, mas também organizava festivais, programa na rádio só de Psychobilly (Transsylvanian Express – Educativa FM e depois Radio Rock), fanzine (O Monstro), e foi aí que começou a realmente se formar uma cena, e uma cena forte, com shows constantemente, informações novas sempre vindo... Hoje em dia com a internet ficou tudo muito mais fácil, mas um tempo atrás era difícil conseguir um som diferente, a informação era muito mais rara. Enfim, a banda realmente fez história! Até hoje encontramos bandas até na gringa mesmo com influências fortíssimas d’Os Catalépticos. Muitos até levaram tanto ao ‘pé-da-letra’ essa história de tocar o mais rápido e pesado possível, que se esqueceram de aprender a tocar, antes disso tudo... enfim, por um lado é bom ter influenciado muita gente, mas por outro é ruim por talvez não terem entendido direito a essência do som da banda.
Sick Sick Sinners
C M : E sobre o Sick Sick Sinners? Como foi sua passagem pro baixo acústico e como foi recomeçar do zero depois d’Os Cata?
M C : Foi exatamente isso, como recomeçar do zero tudo de novo... Pois quando percebemos que Os Catalépticos não iria mais pra frente, e nós dois queríamos continuar a tocar, a única saída era formar uma nova banda. E então a idéia inicial do Sick era na verdade duas guitarras, eu e o Vlad tocando. Murilo Duma (ex-Psicotrópicos Deluxe) na batera e Manolo (Krappulas, ex-V8) no baixo acústico. Mas como estava difícil achar horário que todos podiam ensaiar, e eu estava com o baixo do Osmar (Hillbilly Rawhide) em casa, começamos a ‘quebrar o galho’ comigo no baixo, e foi dando certo, e ficando mais difícil pro Manolo ensaiar, então optamos por essa formação. Foi acontecendo meio que naturalmente. Gravamos a primeira demo “We Are The Sick Sick Sinners”, antes de tocar o primeiro show, que foi no Psycho Carnival de 2006. Pouco depois entrou o Magrão (Sarnentos) no lugar do Duma na batera. Assim gravamos a segunda demo e o primeiro álbum “Road Of Sin” (que saiu no Brasil e na Alemanha), e realmente caímos na estrada, fizemos muitos lugares pelo Brasilzão mesmo (PR, SP, GO, MG, SC, RS), e muito lugar pra fora também, como Uruguai, Argentina, Estados Unidos, México, Chile, Holanda, França, Itália, Alemanha, Áustria, Inglaterra... Tivemos que formar, e firmar uma nova banda, mas que não ficasse muito atrás d’Os Cata... formar um novo público também, o que foi muito difícil, já tendo isso tudo formado já por anos com Os Catalépticos.
Sick Sick Sinners
Mas acho que estamos conseguindo! Estrada é o que não tem faltado pra gente! E então no ano passado (2009) entrou Emiliano Ramirez no lugar do Magrão na bateria, e já fizemos com ele mais uma parte do Brasil (MG e PR), e partes que nunca tínhamos feito antes como o Nordeste, fizemos PE, PB, RN e logo depois BA. Esses tempos fizemos DF e RJ pela primeira vez tbm. Acabamos de lançar o segundo disco que é um EP de 6 músicas chamado “Hospital Hell”, já com essa nova formação. Saiu por enquanto em i-tunes nos Estados Unidos pela Loveless Beat Records, e aqui em CD pela Zombie’s Union e Monstro Discos. Agora pra frente é só estrada!
C M: Queria agora que você falasse sobre o Hillbilly Rawhide, como nasceu a ideia da banda e quais as mudanças desde o começo? Vocês saíram do Bluegrass mais tradicional que era a proposta inicial para algo mais country rock , conte um pouco disso.
M C: Então, a banda começou quando o Osmar (baixo acústico) mudou-se de Londrina pra cá, e na época já ouvíamos muito Country Music, então eu, ele e o Cleverson pensamos, por que não montar uma banda Country de verdade? Foi aí que começou a bagunça, tocávamos em trio (guitarra, baixo acústico e violino), e acho que fizemos um show só com essa formação, no Lino’s Bar, finalzinho de 2002... logo em seguida recrutamos o Germano pra bateria, que também trouxe Mateus pra segunda guitarra. Fizemos o primeiro show com essa formação dia 2 de fevereiro de 2003, na festa de aniversário de 1 ano do filho do Osmar na casa dele. Na época, claro, era bem mais rústico, fazíamos muitas versões, principalmente dos Psychobilly que puxavam mais a veia country como King Kurt, Demented Are Go, Frantic Flintstones, Macavity’s Cat, algum Meteors..., que era afinal nossa maior influência na época, e também, é claro, algum Bluegrass, o que realmente era uma influência mais forte no começo da banda, então o Mateus (segunda guitarra da época) começou a ‘tentar’ tocar o banjo (o que não deu muito certo), e pouco tempo depois ele e o Germano saíram da banda, então entrou o Klaus Koti tocando steel guitar (e cantando também algumas de suas músicas), o Mario “Larápio” no banjo e guitarra, e o Fábio Tupirô (que tocou bateria por pouco tempo), aí que a banda começou a ficar mais séria, mais firme... Pouco depois, Tupirô saiu e foi substituído pelo Juliano “Cocktail”. Assim fizemos o primeiro EP “High On The Road” (o famoso ‘da latinha’), que era mais como uma primeira ‘demo’ da banda e tinha a nossa primeira gravação: “Playschool Baby” (que também entrou no tributo ao Frantic Flintstones na europa) mais 2 faixas que depois entraram no primeiro álbum: “Ramblin’, Primitive and Outlaw!”, que saiu pouco em seguida aqui pela Funeral Music (do Vlad – Sick Sick Sinners/Catalépticos), e na Europa pela Crazy Love Records. Nessa época, como tinha steel, e o banjo ainda, o som era um pouco mais ‘Bluegrass Country’ mesmo. E depois de algum tempo, quando o Koti decidiu sair pra se dedicar só pros seus projetos solos (O Lendário Chucrobillyman e Koti e os Penitentes), o nosso amigo Moisés (que logo virou Joe Ferriday) já estava tocando o piano, e foi aí que o som começou a ficar um pouco mais ‘Boogie-Woogie Country’, ou ‘Country Rock’. Então gravamos o EP “FNM” com 4 faixas, que saiu pela Orleone Records.
Hillbilly Rawhide
Um tempo depois, na época em que voltávamos da turnê na Europa com o Frantic Flintstones ‘Brasileiro’, em 2009, o Mario saiu da banda, e eu tive que revezar a guitarra com o violão, ao invés de só tocar violão, então tirando o banjo o som ficou um country ainda mais boogie, honky tonk, e é claro, rock ‘n’ roll! (Sempre! Obrigado! E que nunca falte! hehehe) E a estrada ta comendo solta pro ‘Hillbilly’, estamos tocando muito mesmo, por aqui, e pelo Brasil a fora. Tem muita poeira pela frente ainda! No momento acabamos de lançar o terceiro disco que é um EP também, “Lost and Found”, que foi gravado ao vivo no estúdio Áudio Ataque em Curitiba em Abril de 2010! Fizemos o lançamento oficial num show histórico no Teatro Paiol aqui em Curitiba, que inclusive também foi gravado e pretendemos lançar algum registro ao vivo desse show. Mas isso já fica pro próximo episódio...
Frantic Flintstones
C M : E como rolou o convite para tocar no Frantic Flintstones e sobre o cd a turnê e a receptividade dessa formação lá fora?
M C: No final de 2007, pra 2008, logo depois que o FF tocou aqui no Brasil pela primeira vez, os caras estavam precisando de guitarrista, e na época o Chuck estava namorando com a Maíra (de Londrina) que me indicou pra tocar a guitarra. Sempre fui um grande fã da banda, e foi uma das bandas que mais me influenciaram no Psychobilly. Mas foi quando eles já tinham achado o guitarrista (Kent, da banda Slapping Suspenders da Suécia), o que faltava agora mesmo era um baixista, o que se encaixava muito bem também, pois eu já estava tocando baixo acústico a um bom tempo já no Sick Sick Sinners, e no V8... então me encaixei perfeitamente na banda (tirando o fato de que eu estava a milhares de quilômetros deles com o oceano atlântico no meio, e tocando em 500 bandas já...), então antes de eu ir com o Chuck pros meus primeiros shows com o FF na Europa, ele veio pra cá e fizemos uma formação ‘brasileira’ chamada Chuck & The Brazil Crack Pipes pra tocarmos no Psycho Carnival 2008, e logo após o carnaval fomos eu, a Claudia (minha mulher, que foi junto me acompanhando, pois até então não sabia quando iria voltar), fizemos alguns shows (na Alemanha, Áustria e Holanda, que pra mim foram históricos!),
Brazilian Crack Pipes / Frantic Flintstones
e então no meio dos shows, o baterista e o guitarrista saíram da banda, e como os planos de Chuckyboy já era vir morar aqui em Curitiba, viemos e continuamos o FF com a formação do Brazil C.Pipes. Compomos o disco novo (o Chuck e eu, praticamente inteiro) e gravamos aqui em Curitiba no estúdio Gramofone, com o Germano (que até então era o baterista) fazendo a parte técnica da gravação. Ficamos até o começinho de 2009 pra terminar todos os detalhes do disco “Psycho Samba My Way”, que já saiu logo na seqüência, em fevereiro no começo da turnê Européia (com a formação brasileira, já com Coelho substituindo Germano na bateria), o que foi muito legal também! Os gringos em geral gostaram muito da formação ‘brazuca’, tiveram muitos que até falaram que era a melhor formação em muitos anos, que há muito tempo não tinha tanta energia no som e nos shows. Foi muito bacana mesmo! Pois era o som do FF com a nossa pegada ‘brasileira’, um pouco mais nervosa e pesada! Fizemos 10 países (Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Espanha, Suíça, Itália, Dinamarca, Rep. Tcheca e Escócia!), tudo de van, com equipo alugado, na maioria dos shows acompanhados d’As Diabatz, banda da Claudia, minha mulher. Foi a Psycho Samba Tour 2009! Já no meio da turnê, o Chuck (que estava solteiro novamente), decidiu ficar morando com sua nova companheira em Berlin, e ficando por lá, e é claro que dessa forma seria muito mais fácil ficar por lá e voltar com a formação européia, e foi o que aconteceu, já estão tocando bastante por lá de volta. Só em Agosto de 2009, voltamos com a formação brasileira pra Áustria para tocar no 3° Styrian Tattoo and Hot-Rod show, na cidade de Gleisdorf (próximo a Graz), pois já estava marcado a muito tempo e com passagens e tudo mais comprados, então fizemos! E logo após o Psycho Carnival do ano seguinte (2010), o Chuck voltou ao Brasil e fizemos mais alguns shows com a formação brasileira! Rolou Curitiba, Londrina, Uberlândia e São Paulo. Desta vez com nosso amigo de Londrina: Preto Aranha (do Brown Vampire Catz), substituindo Mario na guitarra.
Chuck e Cox Gravação do Cd
C M : Fale um pouco de suas várias bandas , e como você consegue dar conta?
M C : Atualmente, tenho tocado mais mesmo com o Hillbilly Rawhide, pois temos dois shows semanais aqui em Curitiba, mais shows esporádicos, por aqui, e em vários outros lugares aonde viajamos pra tocar. Mas também tem rolado bastante shows e viagens com o Sick Sick Sinners, volta e meia tem algum show também do Hellfishes, e até o AZT continua tocando, estamos fazendo músicas novas e queremos gravar um CD pra ter um registro melhor da banda além das 3 demos de 95, 96 e 2006 (que gravamos quando voltamos com a banda). Agora uma banda mais nova que tenho tocado bastante também é o trio de Rockabilly, Country, Psychobilly, Blues: Three Bop Pills. Junto com a Claudia (minha mulher, d’As Diabatz, que toca baixo acústico), o Ademir do Ovos Presley (no violão e voz) e eu toco guitarra e também canto algumas músicas. Temos já várias músicas próprias e também fazemos algumas versões que passam por todos esses estilos que misturamos. Mas tudo ficando mais com a nossa cara, do nosso jeito... é mais acústico, sem bateria... do jeito que era feito no começo mesmo, quando as bandas de Country e Rockabilly ainda não tinham bateria.
Está sendo bem divertido fazer esse som, e todos nós (3) estamos aprendendo muito tocando juntos. Eu mesmo tinha mais ou menos parado de treinar tanto a guitarra, e nessa banda tenho que fazer muito mais solos, e riffs, então sinto que estou me desenvolvendo bastante tocando também com o trio. A Claudia e o Ademir também estão desenvolvendo muito. E o público parece estar gostado bastante também, a energia dos shows tem sido bem legal! E fora isso tudo ainda aparece alguns ‘bicos’ de vez em quando, como nas quartas, que tenho tocado baixo acústico com o Décio Caetano, guitarrista de blues daqui. É só nas quartas, mas tem sido bom também pro aprendizado, tenho que me desempenhar bem mais no baixão, e isso é muito bom pra me desenvolver melhor no instrumento. E também é bom nesse caso por ser só nas quartas, pois não atrapalha tanto meus projetos principais, e eu além de ter mais um ‘trabalho’ extra, estou aprendendo bastante e me desenvolvendo musicalmente.
Com Mad Sin
C M : E sobre influências hoje, mudou algo desde a época que começou a tocar?
M C : Vixxxxx.... aí vai ficar pequeno, tenho que resumir! Hehehehe... Mas como já citei antes, comecei ouvindo mais o ‘rock metal’. AC/DC, Motörhead, Black Sabbath, Kiss, Sepultura, Slayer, Iron Maiden, Metallica, Judas Priest, Megadeth, Anthrax, Pantera..., que foi o que realmente me influenciou na minha adolescência. MUITO METAL! Depois, veio o Punk, como também falei, curtia muito, desde o velho e clássico Punk Rock como Stooges, The Clash, Ramones, Pistols, Buzzcocks, Stiff Little Fingers, The Jam, Eddie and the Hotrods, Vibrators, Undertones, Toy Dolls, Cock Sparrer, Sham 69, The Adicts, 999, Business, Blitz, Garotos Podres, Replicantes, Lixomania, etc... Até as mais Hardcore, como The Exploited, Charged G.B.H., Discharge, Varukers, Chaos U.K., Dead Kennedys, Black Flag, Misfits, D.R.I., Suicidal Tendencies, Conflict, Disorder, One Way System, Riot Squad, Extreme Noise Terror, Terveet Kadet, Anti-Cimex, Upright Citizens, Vorkriegs Jugend, Broken Bones, Olho Seco, R.D.P., Inocentes, Cólera, Psykóse, Fogo Cruzado, Kaos 64, Cambio Negro HC... Então veio o Psychobilly, muito Meteors, Cramps, Demented Are Go, Guana Batz, Batmobile, Frantic Flintstones, King Kurt, Torment, Sting-Rays, Ricochets, Sharks, Frenzy, Coffin Nails, Skitzo, Long Tall Texans, Pharaohs, Reverend Horton Heat, e por aí vai...) até aí foram mais as ‘clássicas’, só depois de alguns anos que fui conhecer bandas mais pesadas, como Krewmen, Mad Sin, Klingonz, The Quakes, Nekromantix, Sugar Puff Demons, Batfinks, Hellbillys, Numbskulls, Mad Mongols, Mental Hospital, Banane Metalik, Damage Done By Worms, Broncats, Scum Rats, Punishers, Meantraitors, Mosquito, Godless Wicked Creeps, Celtix, Kryptonix, Doctor Blood, Cenobites, Chibuku, Fireballs, Barnyard Ballers, Los Gatos Locos, Gorilla, SxTxHx... que eu também sempre curti muito!
Só não gosto das que são: ou toscas demais, ou muito melódicas, que pegaram a linha de bandas como Tiger Army, Horror Pops, Rezurex, Creepshow e coisas do tipo... acho que atualmente bandas como Mad Sin e Nekromantix também aderiram bem mais a esse ‘novo’ Psychobilly, que eu não gosto nada! Não suporto ouvir MESMO! Saindo um pouco do Psychobilly, o que mais escuto é Country Music! Desde a velharia, como Jimmie Rodgers, Bob Wills, Carter Family, Ernest Tubb, Bill Monroe, Flatt & Scruggs, Hank Williams, George Jones, Webb Pierce, Ray Price, Johnny Cash, Doc Watson, Moon Mulican, Marty Robins, Grandpa Jones, Red Sovine, Dave Duddley, Dick Curless, Buck Owens, Johnny Paycheck, Willie Nelson, Merle Haggard, Waylon Jennings, Billy Joe Shaver, David Allan Coe, C. W. McCall, Hank Jr., Charlie Daniels Band, Jerry Reed, Commander Cody… até alguns mais recentes, como Dale Watson, Junior Brown, Wayne Hancock, Big Sandy, Moot Davis, Willie Heath Neal, Hank III, High Noon, BR5-49, Lucky Tubb, Joey Allcorn, J. B. Beverly, Bob Wayne, Old Crow Medicine Show, Hayseed Dixie… Também gosto muito de ouvir Ska, Reggae, ou Dub de vez em quando. Desde os mais clássicos antigos jamaicanos, Skatalites, Prince Buster, Toots & The Maytals, Laurel Aitken, Ethiopians, Rico Rodriguez, Lee Perry..., os 2-Tone ingleses, é claro, Specials, Madness, Bad Manners, The Beat, Selecter..., e alguma coisa dos mais novos, como Slackers, Toasters, Skarface, Victor Rice..., não gosto dos muito ‘pop’, ou ‘ska-core-melódico’! Gosto de ouvir um Blues de vez em quando, Robert Johnson, Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Little Walter, Magic Slim..., não tem como não ter influência! O Rockabilly também, é claro, Jerry Lee Lewis, Carl Perkins, Gene Vincent, Eddie Cochran, Buddy Holly, Elvis, Johnny Burnette, Robert Gordon... os que vieram depois também: Crazy Cavan, Stray Cats, Blue Cats, Polecats, Restless, Rattlers, Caravans, Wigsville Spliffs, Space Cadets... E o legal é que depois de conhecer tudo isso ainda curto demais tudo que já ouvi. Desde o metal, hardcore, ou os punk rock velho, ska, country, blues... tudo que sempre gostei, ainda gosto demais! Preciso ouvir música TODO dia, se não fico doido! E procuro sempre estar me atualizando, ouvindo coisas novas de estilos antigos e novos, ou até coisas também antigas que não conhecia... a música é infinita! Sempre vai ter alguma coisa que você não conhecia, ou aparecer coisas novas...
C M : Você que já tocou com várias bandas que te influenciaram, como é a visão dessa galera sobre a cena e as bandas brasileiras, e como é pra você ter contato com todas essas pessoas que te influenciaram de alguma forma?
M C : Isso é algo que acho que sempre sonhei, mas nunca imaginei que fosse realmente acontecer. Só de ver bandas gringas, novas ou antigas, vindo pra cá, é algo que já era considerado ‘impossível’, depois ainda tocar com algumas dessas bandas pra mim é muito especial, sempre se aprende alguma coisa que eu levo pra sempre com minhas bandas, a bagagem só vai aumentando... Mas sobre o que eles pensam sobre as bandas daqui, em grande maioria os gringos mal sabiam que aqui havia uma cena ‘Psychobilly/Rockabilly’, então das primeiras vezes, na época d’Os Cata, era meio bizarro, ainda mais se tratando de Os Catalépticos, que era uma banda bem extrema, diferente de todas outras, eu acho. Então nessa época os gringos achavam que aqui só existia bandas desse estilo, o que pra maioria do público mais ‘tradicional’ do Psychobillyera horrível! Mas com o tempo fomos pegando mais respeito, e o pessoal começou a conhecer outras bandas, a entender que aqui já existe uma cena desde os anos 80, e que acontece até hoje... Atualmente a maioria das bandas gringas querem tocar no Brasil, no Psycho Carnival, ou algo parecido... E como muita gente têm vindo não só pra tocar, mas também para ver os festivais, estão conhecendo mais e mais nossas bandas, e confesso que hoje em dia acho que estamos com um ótimo respeito na gringa! GO BRASIL PSYCHO!!!
C M : Sobre os festivais , você participa desde o inicio deles, quais as mudanças neles e também na cena? E o que você acha de positivo e negativo na cena atual de Psychobilly nacional e mundial?
M C : Taí uma ótima questão. Pois tenho acompanhado essa cena há mais de 15 anos, e muita coisa mudou desde então. Começando com o fato da facilidade que hoje em dia se tem pra conseguir sons, informações... Com apenas alguns ‘cliques’ você tem o mundo na sua mão, ficou fácil demais, esse talvez seja um dos fatores principais que mudaram a cena. Hoje em dia tem muita gente que vai mais no ‘embalo’, mas não gosta realmente daquilo, e geralmente mudam de idéia e gosto muito rápido... E isso atrapalha um pouco, mas no final das contas se você for ver a maioria que ainda estão ali firmes resistindo são os mais velhos, que já estão na cena desde antes de ter toda essa coisa de internet. Claro que tem várias exceções, tem também um público mais jovem sempre aparecendo, é claro, mas poucos resistem aos anos. No começo dos primeiros Psychobilly Fest e Psycho Carnival lembro que conhecíamos, e muito bem, quase todos que vinham de fora, de outras cidades, e até países, hoje em dia é o contrário, você acaba conhecendo mesmo, a minoria, e acaba pintando um monte de gente que você vê às vezes uma vez só, o que por um lado é bom, mas por outro é uma outra ‘atmosfera’ diferente do que era no início, quando parecia rolar uma ‘união’ maior. Mas ainda acredito que tenha futuro e que pode voltar a ser um pouco mais como era há alguns anos atrás. Talvez o melhor não seja tanto a ‘quantidade’, mas sim a ‘qualidade’ do público que está ali porque realmente gosta da música e das pessoas.
C M :E as novidades, quais os próximos projetos?
C M : Como falei na pergunta sobre o Hillbilly Rawhide, gravamos o show do lançamento do ‘Lost and Found’ no Teatro Paiol, e isso deve virar um disco ao vivo com quase todas as nossas músicas inclusas. Uma boa ‘coletânea’ de nosso trabalho antigo, e também de várias músicas novas que ainda não tinham sido gravadas. Estamos bem ansiosos por esse disco, a captação ficou muito boa, e foi feita pelo nosso amigo Virgílio, do estúdio Áudio Stamp. O mesmo que gravou o EP ‘F.N.M.’, e os dois discos do Sick Sick Sinners, ‘Road of Sin’ e‘Hospital Hell’. Também estamos pra re-lançar os dois primeiros do Hillbilly Rawhide, o ‘Ramblin’, Primitive and Outlaw’ e o ‘F.N.M.’ em um CD só. Também gravar um clipe novo da banda, que já tem muito tempo desde o primeiro, ‘High on the Road’. Há alguns meses também lançamos o primeiro trabalho do Hellfishes, ‘Ao Vivo no Tó’, estúdio caseiro do nosso amigo Norberto. São 7 faixas de um ‘Psycho-Surf-Western Instrumental’ ao vivão memu... Também estamos pra gravar o primeiro registro com o Three Bop Pills também, o trio mais Rockabilly com a Claudia e o Ademir. Já estamos com umas 15 músicas próprias prontas pra gravar! Em breve... Antes disso deve sair um DVD do Festival de Blues do Pensador que participamos com o trio há alguns meses, que foi muito bacana, e cada banda/músico participará com uma música. Só eu toquei numas 4 aquele dia...
C M :Pra finalizar deixa um recado ai pra galera.
M C : Eu gostaria antes de qualquer coisa, me desculpar pelo pequeno atraso de um ano e meio para entregar essa entrevista. Realmente na correria do dia-dia foi ficando cada vez mais difícil ter tempo, mas finalmente terminei! Tive que inclusive mudar várias informações que já tinham acontecido como lançamentos, gravações, viagens... Boa parte da minha história está aqui nessa entrevista, e agradeço muito não só a paciência da espera de meu amigo Cleiner, mas também a todo seu trabalho e luta em todos esses anos ajudando a manter viva a cena Psychobilly no nosso país. Está até hoje sempre que pode registrando os festivais, e eventos que volta e meia acontecem por aqui. Daqui anos vai estar tudo aí registrado pela sua câmera pra ninguém dizer que foi mentira! Continue sempre com o seu trabalho! É importantíssimo pra nossa história!
C M :Eu que agradeço Mr Cox pela entrevista, garanto que vai ser muito importante pra muitas pessoas saberem um pouco mais de sua trajetória na cena.
M C :Valeu você por tudo Cleiner! E tamu junto nessa loooooooooooonga e rochosa estrada do Rock’n’Roll! FOREVER!!!
“Dirijo minha luta não contra as crenças religiosas dos homens, mas contra os que exploram a crença. Detestemos essas criaturas que devoram o coração de sua mãe e honremos aqueles que lutam contra elas. Acredito na existência de Deus. Em verdade, se Deus não existisse, fora preciso inventá-lo. Meu Deus não é um Rei exclusivo de uma simples ordem eclesiástica. É a suprema inteligência do mundo, obreiro infinitamente capaz e infinitamente imparcial. Não tem povo predileto, nem país predileto, nem igreja predileta. Pois para o verdadeiro crente há, apenas, uma única fé, justiça igual e igual tolerância para toda a humanidade.”
Voltaire”:
“O mundo só estará salvo no dia em que o ultimo Rei for enforcado com as tripas do último padre.”
diderot
“Eu sou a favor de um diálogo entre a ciência e a religião, mas não um produtivo. Estou incomodado com o fato … que muitas pessoas estão tendo a (falsa) impressão de uma feliz reconciliação entre a ciência e a religião … Religião … é um insulto à dignidade humana. Com ou sem elas teríamos pessoas boas fazendo o bem e pessoas más fazendo o mal. Mas para pessoas boas fazerem coisas más é necessária a religião.”
Steven Weinberg, Físico ganhador do Prêmio Nobel, refutando o “design inteligente” e o suporte científico da teologia, na conferência “Programa de Diálogo Entre Cientistas e Religião”, Associação Americana para o Avanço da Ciência, Washinton DC, Abril de 1999. Artigo de Steven Kloehn, Tribuna de Chicago, 18/4/99 em Corpus Christi Caller-Times
“Eu sou ateu, sou sim. Levei um longo tempo para dizer isso. Eu tenho sido um ateu por anos e anos, mas de algum modo eu senti que era intelectualmente inaceitável dizer que alguém é um ateu, porque isso assumia um conhecimento que ninguém tem. De algum modo era melhor dizer que alguém era um humanista ou agnóstico. Eu não tenho a evidência para provar que Deus não existe, mas eu suspeito tanto que ele não existe que eu não quero perder meu tempo.”
Isaac Asimov
“A religião é o ópio do povo”.
Karl Marx.
“A religião é vista pelas pessoas comuns como verdadeira, pelos inteligentes como falsa, e pelos governantes como útil”.
Seneca, o Mais Jovem
“Religião é ilusão.”
Thomas Edson.
“Eu sou contra a religião porque ela nos ensina a nos satisfazermos ao não entender o mundo.”
Richard Dawkins
“Religião é uma coisa excelente para manter as pessoas comuns quietas”.
Napoleão Bonaparte
“O cristão comum é uma figura deplorável, um ser que não sabe contar até três, e que, justamente por sua incapacidade mental, não mereceria ser punido tão duramente quanto promete o cristianismo”.
Nietzsche.
“Quanto mais aprendemos, de menos deuses precisamos. A crença em Deus é somente a resposta de um mistério por outro mistério, dessa forma não respondendo nada”.
Dan Barker.
“Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, sem dúvida que viria falar comigo e entraria pela minha porta adentro dizendo-me: ‘Aqui estou!’”.
Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa, 1888-1935), em “O guardador de rebanhos, 1911/ 1912″.
“Deus é uma hipótese, e, como tal, depende de prova: o ônus da prova cabe ao teísta”.
Percy Bysshe Shelley (1792-1822).
“Eu não temo morrer e ir pro Inferno ou (o que seria consideravelmente pior) ir para a versão popularizada do Paraíso. Eu espero que a morte seja um nada e, por me remover todos os medos possíveis da morte, eu sou muito agradecido ao ateísmo.”
Isaac Asimov, como citado na Corvallis Secular Society, 1997
“A verdade não tem que ser aceita com fé. Os cientistas não seguram suas mãos todo Domingo, cantando, ‘Sim a gravidade é real! Eu vou ter fé! Eu vou ser forte! Amém.’”
Dan Barker, ex-evangélico e autor
“Eu sou ateu porque não há evidência para a existência de Deus. Isso deve ser tudo o que se precisa dizer sobre isso: sem evidência, sem crença.”
Dan Barker, Perdendo a Fé na Fé: De Padre A Ateu
“A fé é a crença ilógica na existência do improvável.”
Fernando Krynski Bianchi
“Se a bíblia está errada ao nos dizer de onde viemos, como podemos confiar nela ao dizer pra onde iremos?”
Justin Brown
“Cada vez que ouço cristãos falarem de moral, sinto revoltar-me o estômago”.
Karlheinz Deschner.
“Não posso provar que deus não existe, mas também não posso provar que cogumelos não poderiam estar em espaçonaves intergalácticas nos espionando”.
Daniel Dennett.
“Acreditar é mais fácil do que pensar. Daí existem muito mais crentes do que pensadores.”
Bruce Calvert
“A inspiração da Bíblia depende da ignorância da pessoa que a lê”.
Robert G. Ingersoll, político e professor Americano.
“Por simples senso comum não acredito em Deus, em nenhum.”
Charlie Chaplin, no “Manual do Ateísta Perfeito” por Rius
“Deuses são coisas frágeis; eles podem ser mortos com uma baforada de ciência ou uma dose de senso comum.”
Chapman Cohen
“Seres humanos nunca pensam por si mesmos, acham muito desconfortável. Na maior parte, os membros de nossa espécie simplesmente repetem o que lhes é dito – e ficam aborrecidos quando expostos à qualquer ponto de vista diferente. O traço característico humano não é o conhecimento mas a conformidade, e a característica resultante é a guerra religiosa. Outros animais lutam por território ou comida; mas, singularmente no reino animal, os seres humanos lutam por suas ‘crenças.’ A razão é que as crenças guiam o comportamento, que tem uma importância evolucionária entre os humanos. Mas numa época onde o nosso comportamento pode nos levar à extinção, não vejo razão para assumir que temos qualquer conhecimento. Somos conformistas teimosos e auto-destrutivos. Qualquer outro ponto de vista da nossa espécie é apenas uma ilusão auto-congratulatória.”
Michael Crichton em “O Mundo Perdido”
“Eu era ortodoxo na época em que estive a bordo do Beagle. Lembro-me de provocar gargalhadas em vários oficiais por citar a Bíblia como uma autoridade incontestável (…). Nesse período, entretanto, percebi pouco a pouco que o Velho Testamento (…) não merecia mais confiança do que os livros sagrados dos hindus ou as crenças de qualquer bárbaro. (…) Eu não estava disposto a desistir de minha crença com facilidade, lembro-me das inúmeras vezes em que inventei devaneios com a descoberta de antigas cartas entre romanos ilustres e de antigos manuscritos em Pompéia, ou em algum outro lugar, que confirmassem de maneira admirável tudo o que estava escrito nos Evangelhos. Mas eu tinha uma dificuldade cada vez maior, soltando as rédeas de minha imaginação, de inventar provas suficientes para me convencer. Fui tomado lentamente pela descrença, que acabou sendo completa. A lentidão foi tamanha que não senti nenhuma aflição, e desde então nunca duvidei de que minha conclusão foi correta. Aliás, mal comigo entender como alguém possa desejar que o cristianismo seja verdadeiro.”
Charles Darwin, Autobiografia 1809 – 1882
“A ignorância suplica confiança mais freqüentemente do que o conhecimento: são aqueles que sabem pouco, e não os que sabem muito, que afirmam tão positivamente que esse ou aquele problema nunca serão resolvidos pela ciência.”
Charles Darwin, Introdução, The Ascent of Man, 1871
“Se render à ignorância e chamá-la de Deus sempre foi prematuro, e continua prematuro até hoje.”
Umberto Eco
“Se deus queria que as pessoas acreditassem nele, por que então ele inventou a lógica?”
David Feherty, jogador de golfe da PGA Tour
“Quando o primeiro espertalhão encontrou o primeiro imbecil, nasceu o primeiro deus.”
Millor Fernandes
“[É] possível atrever-se a considerar a neurose obsessiva como o correlato patológico da formação de uma religião, descrevendo a neurose como uma forma de religiosidade individual, e a religião como uma neurose obsessiva cultural.”
Sigmund Freud, Atos obsessivos e práticas religiosas-1907
“Já uma vez antes, como crianças de tenra idade, nos encontramos em semelhante estado de desamparo, em relação a nossos pais. Tínhamos razões para temê-los, contudo estávamos certos de sua proteção. Com relação à distribuição dos destinos, persiste a desagradável suspeita de que a perplexidade e o desamparo da raça humana não podem ser remediados. Isto justifica o anseio do homem pelo pai e pelos deuses, que mantém sua tríplice missão: exorcizar os terrores da natureza, reconciliar os homens com a crueldade do destino, particularmente a demonstrada pela morte, e compensá-los pelos sofrimentos e privações que a vida lhe impôs. Assim se criou a religião, da necessidade que tem o homem de tolerar o desamparo, e construída com o material das lembranças do desamparo de sua própria infancia, na continuação de um protótipo infantil universal.”
Sigmund Freud, O Futuro de uma Ilusão
“Desde que o universo tenha um começo, podemos supor que ele teve um criador. Mas se o universo é completamente auto-contido, não tendo fronteiras ou bordas, ele não seria nem criado nem destruído… Ele simplesmente seria. Que lugar há, então, para um criador?”
Stephen W. Hawking, cientista Inglês
“Você nunca vê animais fazendo as absurdas, e às vezes horríveis, enganações da mágica e da religião. Apenas o homem se comporta com tal enganação gratuita. Esse é o preço que ele tem que pagar por ser inteligente mas não, porém, inteligente o suficiente.”
Aldous Huxley, autor
“A fé é freqüentemente a vaidade do homem que é muito preguiçoso para investigar.”
F. M. Knowles
“Algum homem primitivo um dia inventou a faca, para cortar peles e alimentos. Eis o cientista. Outro roubou seu invento e então o usou para matar. Eis o empresário. Outro regularizou aquele roubo e os assassinatos. Eis o político. Outro justificou a matança dizendo que era o desígnio de algum deus. Eis o religioso”.
Francisco Saiz.
“As instituições religiosas são a cegueira do pensamento crítico”.
Victor Mendonça.
“‘Superstição’… que palavra estranha esta! Se a gente acredita no bom Deus, isto se chama ‘ter fé’, mas se a gente acredita em astrologia ou na sexta-feira 13, o nome muda para ‘superstição!’”.
Sofia Amundsen em “O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder.
“Através dos anos percebi que o deus pra quem eu rezava era o deus que eu inventei. Quando eu falava com ele, falava comigo mesmo. Ele não tinha conhecimento ou qualidades que eu não tenho. Quando percebi que deus era uma extensão da minha imaginação, parei de rezar pra ele”.
Howard Kreisner, âncora do programa “The American Atheist Hour”.
“O cético não tem ilusões sobre a vida, nem uma crença inútil na promessa de imortalidade. Já que a vida aqui e agora é tudo o que podemos conhecer, nossa opção mais sensata é vivê-la ao máximo.”
Paul Kurtz, “A Tentação Transcendental” (1986)
“Eu não acredito em Bíblia. Eu não acredito em tarô. Eu não acredito em Jesus. Eu não acredito em Buda. Eu só acredito em mim.”
John Lennon, músico inglês, na música “God”
“A ciência tem provas sem certeza. Os criacionistas tem certeza sem qualquer prova.”
Ashley Montagu
“A mente humana é um sistema muito complicado. Desequilibre esse sistema com falta de oxigênio, drogas ou religião e você terá resultados perigosos.”
Landis D. Ragon
“Para ter certeza que minha blasfêmia está minuciosamente clara, por meio desta declaro minha opinião que a noção de um deus é uma superstição básica, que não há evidência para a existência de nenhum deus(es), que diabos, demônios, anjos e santos são mitos, que não há vida após a morte, paraíso nem inferno, que o Papa é um dinossauro medieval perigoso e intolerante, e que o Espírito Santo é um personagem de história em quadrinhos digno de risadas e escárnio. Acuso o deus Cristão de assassinato ao permitir o Holocausto – sem mencionar a “limpeza étnica” presentemente sendo feita pelos Cristãos no mundo -, condeno e vilipendio essa divindade mítica por encorajar o preconceito racial e comandar a degradação da mulher.”
James Randi, desafiando as leis de blasfêmia em vários estados dos EUA
“Eu condeno os falsos profetas, eu condeno o esforço para afastar o poder da decisão racional, drenar das pessoas sua liberdade de escolha – e um montão de dinheiro na barganha. As religiões variam no seu grau de idiotice, mas eu rejeito-as todas. Para a maioria das pessoas, a religião é nada mais do que um substituto para o mal funcionamento do cérebro.”
Gene Roddenberry, Criador da série Jornada nas Estrelas
“Eles dizem que Deus estava no alto e ele controlava o mundo e portanto devemos rezar contra o Satã. Bem, se Deus controla o mundo, ele controla o Satã. Para mim, a religião estava tão cheia de afirmações erradas e coisas sem lógica que eu simplesmente não podia concordar com ela.”
Gene Roddenberry, Criador da série Jornada nas Estrelas
“Deus, Satã, Paraíso e Inferno, todos desapareceram um dia nos meus quinze anos, quando abruptamente perdi minha fé [...] e além disso, para provar meu ateísmo recém-descoberto, comprei um sanduíche de presunto, e então partilhei pela primeira vez a proibida carde do suíno. Nenhum raio caiu em mim. [...] Desde esse dia até hoje eu me considero uma pessoa completamente secular.”
Salman Rushdie, “Em Deus Nós Confiamos”, 1985
“A Maioria das pessoas preferiria morrer à pensar; de fato, muitas o fazem.”
Bertrand Russell
“Deus existiu sempre? Que é sempre? Deus criou-se a si próprio para depois começar a criar o universo? Onde é que estava deus quando criou-se a si próprio? E como é que alguém se cria a si próprio? Do nada, passando do nada ao ser? Se o nada existiu, tudo que veio depois estava contido no nada. Mas se estava contido no nada, então o nada não existia.”
José Saramago, Playboy de Out/98
“Se deus existe e criou o homem há não sei quantos milhões de anos, o que é que ele fez desde então?”
José Saramago, Playboy de Out/98
“Não existe deus senão o homem.”
Raul Seixas
“Se existisse um Deus bondoso e todo-poderoso, teria feito exclusivamente o bem”.
Mark Twain.
“O fato que um crente é mais feliz do que um cético não é mais pertinente do que o fato que um homem bêbado é mais feliz do que um sóbrio. A felicidade da credulidade é uma qualidade barata e perigosa.”
George Bernard Shaw
“O argumento da primeira-causa e do primeiro-movimentador, brilhantemente proferido por São Tomás de Aquinás no século quatorze (e brilhantemente refutado por David Hume no século dezoito), é facilmente posto de lado com apenas mais uma pergunta: Quem ou o que causou e moveu Deus?”
Michael Shermer
“No reino da ciência, todas as tentativas de encontrar qualquer evidência de seres sobrenaturais, de concepções metafísicas, como Deus, imortalidade, infinito, etc., falharam, e se nós somos honestos, devemos confessar que na ciência não existem Deus, imortalidade, alma ou mente fora do corpo.”
Charles P. Steinmetz, inventor e engenheiro Americano, American Freeman, Julho de 1941
“Estou enjoado de todas as religiões. A religião dividiu as pessoas. Não creio que exista qualquer diferença entre o papa vestir um chapelão e andar pra lá e pra cá com uma bolsa fumacenta e um Africano pintar sua cara de branco e rezar pra uma pedra.”
Howard Stern
“Invocar o não-conhecível para explicar o “Desconhecido” é um beco sem saída intelectual.”
Neal M. Stevens
“A ciência está aberta à crítica, que é o oposto da religião. A ciência implora para que você prove que ela está errada – que é todo o conceito – onde a religião o condena se você tentar provar que ela está errada. Ela te diz aceite com fé e cale a boca.”
Jason Stock
“Ser um ateu requer força mental e bondade de coração encontradas em um entre milhares.”
Samuel Taylor Coleridge, poeta, crítico, jornalista e filósofo Inglês
“Mitologia é aquilo no que os adultos acreditam, folclore é aquilo que eles contam para seus filhos, e religião é ambos.”
Cedric Whitman, carta para Edward Tripp, 1969
“A fé pode ser definida brevemente como uma crença ilógica na ocorrência do improvável”.
Henry Louis Mencken.
“Se 5 bilhões de pessoas acreditam em uma coisa estúpida, essa coisa continua sendo uma coisa estúpida”.
Anatole France.
“Como todas as religiões, a Sagrada Religião da Unicórnio Rosa Invisível é baseada sobre Lógica e Fé. Nós temos Fé que Ela é Rosa; nós Logicamente sabemos que Ela é Invisível, porque nós não podemos vê-la”.
Anônimo, paródia criada por ateus.
“Eles vieram com uma Bíblia e sua religião – roubaram nossa terra, esmagaram nosso espírito… e agora nos dizem que devemos ser agradecidos ao ‘Senhor’ por sermos salvos”.
Chefe Pontiac, Chefe Indígena Americano
“As mulheres ainda sentirão orgulho por não terem jamais contribuído uma linha sequer na redação da Bíblia”.
George W. Foote.
“Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível”.
Albert Einstein.
“Eu rezei por vinte anos mas não recebi nenhuma resposta até que rezei com as minhas pernas.”
Frederick Douglass, escravo fugitivo
“‘Não houve conversão no leito de morte,’ disse Druyan. ‘Nenhum apelo a Deus, nenhuma esperança sobre uma vida pós morte, nenhuma pretensão que ele e eu, que fomos inseparáveis por vinte anos, não estávamos dizendo adeus para sempre.’
‘Ele não queria acreditar?’ ela perguntou.
‘Carl nunca quis acreditar,’ ela respondeu ferozmente. ‘Ele quis SABER.’”
Ann Druyan, esposa de Carl Sagan, na revista Newsweek
“= PRECE HONESTA =
Querido Senhor, me ame hoje e para sempre, abençoe minhas alma e consciência todos os dias, concorde com todas as minhas decisões, puna meus inimigos até que eu esteja satisfeito, me dê grandes quantidades de dinheiro, prometa sempre me ajudar a vencer, olhe pro lado quando eu trapacear, justifique minhas desculpas e acredite em todas as minhas mentiras, obedeça meus desejos, e reserve a parte mais luxuosa do paraíso só pra mim. Vou ser agradecido contanto que você faça o que digo. Amen.”
Wally Kaspers, do LUMPEN vol. 5, Nos. 8/9
Agora uma frase cristã famosa , com um ser que tinha muito Deus no coração, não é Seu Datena?
“Acredito hoje que estou agindo de acordo com o Criador Todo-Poderoso. Ao repelir os Judeus estou lutando pelo trabalho do Senhor.”
Adolph Hitler, Discurso, Reichstag, 1936